Capítulo XII – Organismos Regionais: caminho para a integração

        O sistema universal é conhecidamente anárquico: ora, não há uma instituição capaz de obrigar os Estados a seguirem essa ou aquela direção. Mas esse sistema de anarquia foi, em partes, o que nos levou até as 1ª e 2ª Guerras Mundiais. O sistema universal é conhecidamente anárquico: ora, não há uma instituição capaz de obrigar os Estados a seguirem essa ou aquela direção. Mas esse sistema de anarquia foi, em partes, o que nos levou a essas guerras.

        Pensando em amenizar os efeitos da ausência de instituições superiores aos Estados que formaram-se as primeiras Organizações Internacionais. Organismos multilaterais com diversos propósitos, mas sempre tendo em vista a cooperação entre seus membros. As Nações Unidas, por exemplo, possuem um Conselho de Segurança e uma Assembleia Geral; já a União Europeia vai além, com um parlamento e um banco central, por exemplo.

Link para o vídeo do Prof. Ian Shapiro, professor de Ciência Política da Universiade de Yale, respondendo a questão de um estudante sobre estado-nação e organizações internacionais: “States and International Organizations addressing Global Problem”

         No entanto, hoje, as instituições internacionais estão sendo questionadas: qual será a sua eficácia e eficiência? Quais são os temas e assuntos que devem ser abordados por estas instituições. Respondendo a alguns desses questionamentos, o Professor Ian Shapiro, da Universidade de Yale, defende que instituições são importantes em temas como meio ambiente e clima. Portanto, nota-se que o caráter de segurança militar não é mais a única pauta destes organismos e que as instituições criadas a partir da 2ª GM necessitaram ampliar seu foco de atuação, considerando também a economia e outros elementos de preocupação global, como o clima, o meio ambiente, a diversidade e entre outros.

G20 foto oficial.jpg

       Alguns grupos informais parecem ter muito sucesso, como é o caso do G20: que são apenas um grupo de países que se reúne para discutir temas variados, mas principalmente da economia (Leia mais em: link). O mesmo não é um organismo regional como traz a abordagem do capítulo referido – que se reportam as organizações criadas logo após a 2ª Guerra Mundial. Pelo contrário,  a organização é de caráter misto reunindo representantes de diversos Estados, os quais, por sua vez, são também integrantes de organizações regionais, como é o caso do Brasil e sua participação do Mercosul. É interessante notar que o G20 agrupa Estados que antes eram considerados inimigos, como é o caso da ameaça que a Rússia representava quando foi criada a OTAN. Dessa maneira, podemos inferir que a mudança, da qual fala o capítulo, é inerente à trajetória das organizações e que os objetivos são moldados de acordo com as necessidades emergentes.

Discentes: Giovanni Gabas Coelho e Tayse Naiara Valuz Coelho.

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